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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Crítica - 'A Incrível História de Adaline'


    Um grande desejo do ser humano é manter jovem, sobretudo as mulheres que são campeãs em intervenções estéticas para prolongar a juventude. Em ‘ A Incrível História de Adaline’, o diretor Lee Toland Krieger presenteou Adaline, cuja personagem interpretada pela boa Blake Lively teve essa sorte do destino com um fenômeno sobrenatural estagnando seu envelhecimento.                   

       Com um roteiro interessante em mãos, Krieger acrescentou essa ficção de passagem do tempo fugindo dos romances tradicionais. Mas presentear não é a palavra ideal para esse filme, quando Adaline (Blake Lively) sofre um acidente de carro e um fenômeno misterioso acontece conservando sua aparência de 29 anos ao longo dos anos. Ela então fica prisioneira desse segredo, contando apenas com sua filha idosa e um cachorro. Porém ao conhecer o jovem filantropo Ellis Jones (Michiel Huisman) esse segredo começar a ficar mais difícil de ser guardado.                                                                                                  

      A trama também contou com uma boa e agradável narrativa em off representando esse cientificismo e sarcasmo acertando no tom de fabula. De maneira divertida e fora do realismo com a inserção do subgênero, o romance vivido entre Adaline e Jones nos minutos iniciais começando com apenas um olhar deu a sensação de um amor a primeira vista como visto em outros filmes no gênero. Com cenas bonitas e clássicas a primeira metade foi mais para o publico criar uma empatia com o casal, como também entediar. 

    O filme realmente engrena na segunda metade com a parição de William Jones  papel interpretado por Harrison Ford e Ellen Burstyn, ambos estão ótimos em cenas se destacando até mais que os protagonistas. Mas não foi apenas pela as atuações, e sim a surpreendente história envolvendo o passado de William Jones. Já o ator Michiel Huisman(o conhecido Daario Naharis em ‘Game of Thrones’) pouco fez apenas se limitando ao que o filme propõe. A surpresa ficou para Blake Lively compondo de maneira suave, retraída, se entregando ao romance e sempre muito bem vestida com ótimos figurinos.                            

     Realmente, o ponto forte na trama é a competência na direção de arte retratando com exatidão todas as diferentes décadas que Adaline presenciou e contando com belas cores para compor os cenários. A essência abatida, deprimida de Adaline foi capturado pela ótima e engenhosa fotografia adotando enquadramentos mais fechados, cores frias e utilizando uma iluminação mais escassa no ambiente e nas expressões na protagonista (metade do rosto sombra) e utilizando ângulos plongée o diretor ainda inovou nos jogos de câmera lidando com os crane shots.                

     Apesar do bom e interessante roteiro, ele adotou desnecessários flashbacks prejudicando no ritmo do filme e tentando cobrir suas pontas soltas e presentes em todos os romances, os clichês vão ganhando força no final do filme. Com um final previsível ‘ A Incrível História de Adaline’ fugiu um pouco dos romances tradicionais, mas acabou caindo nos clássicos clichês.  O romance tem bons momentos e com uma coleção de filmes Sparkanianos, ultimamente esse vem sendo o melhor do gênero. 



NOTA: 7,0



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