Estreias

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Crítica - ' A Teoria de Tudo'



Baseado no livro escrito pela primeira     esposa de Stephen, Jane Hawking – ‘Travelling to Infinity: My life with Stephen’. A trama, ‘A teoria de tudo’ dirigida por James Marsh e o roteiro na mão de Anthony McCarten. Emoção é o que não falta.                                      
                                                                          O filme, conta a história da vida do físico Stephen Hawking (Eddie Redmayne) desde o seu inicio como estudante onde se apaixona por Jane (Felicity Jones) em uma comemoração da faculdade até o dia de seu casamento. Na trama, conta as suas dificuldades em lidar com sua rara doença do Neurônio Motor, limitando seus movimentos.

   Agora, fazer um papel como esse não é fácil. E a atuação de Eddie Redmayne é para aplaudir de pé. Já ganhador do Globo de Ouro de 2015, esta concorrendo ao Oscar junto com Felicity Jones. Ambos fizeram uma atuação nota dez. Ao contrário dos protagonistas, os coadjuvantes não brilharam.                                                                               

 Apesar do roteiro ser comovente, emocionante chega um certo momento entediante pelas falas longas podendo retirar algumas cenas quando relata o drama familiar. Outro grande destaque no filme foi à direção de Marsh, usou as cores certas para definir as emoções, fez ótimas sequência de imagens combinando com uma bela trilha sonora.               
                                                                                                        
Para quem gosta de um bom drama, onde se encontra paixão, superação e ciência – Stephen Hawking defendendo suas teses do buraco negro e da singularidade gravitacional. É um filme recomendadíssimo pela ótima atuação e pela sua direção.



NOTA:  7,7




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Crítica - 'Sétimo'



      Mais um suspense argentino de tirar o fôlego. Dessa vez, foi o filme ‘Sétimo’ dirigido por Patxi Amezcua. E quem está la? Ele! Ricardo Darín protagonizando Sebastián um advogado aflito a procura de seus filhos. Resultado, mais uma atuação brilhante de Dárin.     

      O advogado, separado de sua esposa Délia (Belén Rueda) é o responsável para levar seus filhos ao colégio. Em uma brincadeira de pai e filho, Sebastián chama o elevador enquanto as crianças vão de escada na disputa de quem chega primeiro no térreo.  A demora das crianças se torna preocupação ao pai. Assim inicia o suspense.           

        O filme se passa em quase um único cenário, o apartamento. Na tentativa de encontrar as crianças O inicio da trama é muito bom prendendo o telespectador, porém perde um pouco de sua credibilidade por ter momentos repetitivos. Perde aquele suspense inicial. Na longa tem seus altos e baixos, pois o final volta a ficar bom em como Sebastián desvendou o sumiço dos seus filhos. 

      Agora a direção fez um ótimo trabalho e Darín esta fenomenal, carregou o filme nas costas. Não deixando de esquecer a Belén Rueda fazendo uma boa atuação, principalmente na cena final da trama.                                                                                              

     Não é um ‘Segredos dos seus Olhos’, mas não deixa de ser um bom filme.    


NOTA: 7,2





Crítica - 'Confia em Mim'



   Após o sucesso na novela ‘Amor a Vida’, o conhecido Félix – Mateus Solano; está de volta agora no cinema. Ao lado dele, Fernanda Machado fazendo parte do elenco dessa novela. Protagonizam a trama ‘Confia em Mim’. Para quem diz que o cinema brasileiro só tem comédia; ‘Confia em mim’, está longe disso. O suspense dirigido pelo estreante Michel Tikhomiroff e roteirista Fábio Danes abriu portas e novas possibilidades. Pois, o longa supera a expectativa tradicional.    
                                                                                                                                                    Fernanda Machado, vive a talentosa chef de cozinha Mari. Apesar do seu talento se sente insegura no seu trabalho por ser desprezada pelo patrão. A solitária e ingênua chef conhece Caio (Mateus Solano), um galanteador, carismático e de boa lábia em uma degustação de vinho. Logo a apaixonada Mari e Caio estão vivendo um caso de amor.                                                               

     A chef sempre sonhou em abrir seu próprio restaurante, Caio não só incentiva como ajuda a dar o pontapé inicial. Apesar da sua relação conflituosa com sua mãe, Mari pede um empréstimo e investe tudo em seu novo restaurante. Em seguida, uma grande reviravolta acontece na trama.                    

    Nos minutos inicias do filme, está tudo muito bom tanto o roteiro quanto a direção deixando o espectador focado. Entretanto, o suspense começa a perder forças e o roteiro começa a dar sinais de deslizes deixando ponta soltas, principalmente com relação à criação dos personagens. Algo que ainda podemos elogiar na trama e seu roteiro, apesar de previsível.

    O diretor acertou em chamar os protagonistas Mateus Solano (que caiu na graça do público) e Fernanda Machado. Ambos fizeram um bom trabalho. Podemos resumir a direção do estreante em uma palavra: simplicidade, nada foi excepcional. O suspense perde pontos por parecer muito como uma novela por conta da fraca fotografia e direção de arte.        
                                                       
   Raro no cinema Brasileiro, ‘Confia em mim’, tem seus bons momentos. Levantando muitas criticas, conseguiu dar novos passos para o nosso cinema. 


NOTA: 6,0




Crítica - No Olho do Tornado

   

    Na tentativa de ser um sucesso como ‘Twist’. ‘No olho do tornado’ passa longe. É mais um daqueles filmes que prezam mais nos efeitos visuais do que em uma boa história. O diretor Steven Quale nos mostra mais um clichê, porém diverte o público.                  
                                   
    Palco de vários tornados a cidade de Silverton, EUA recebe cientistas caçadores de tempestade, enquanto parte da cidade procura abrigo. Um deles é Gary (Richard Armitage), vice diretor de uma escola, procura manter todos salvos, principalmente seus dois filhos adolescentes. E os aventureiros abobados filmando os tornados para serem famosos no Youtube.                                                                                                          

   Em uma direção simples, Quale teve dificuldades em construir clima de tensão, porém soube montar um bom espetáculo visual. Destaque principal foi na cena do gigantesco tornado e a tensão dos personagens se protegendo dos fortes ventos.           

   O previsível e fraco roteiro prejudicou não apenas o filme como também o elenco desconhecido, onde as atuações foram escondidas pelos ventos de mais de 500 km/h.       Agora o pessoal da direção de arte fez um trabalho fenomenal, com ótimas fotografias, efeitos visuais e sonoros.                                                                                        

   Para quem é fã de tornados e buscam cenas de tirar o fôlego (como no final do filme) apenas para se divertir nos longos 90 minutos. Não deixa de ser recomendado.         



NOTA: 5,5   



domingo, 1 de fevereiro de 2015

Críticas


             A-B-C-D-E-F-G-H-I-J-K-L-M-N-O-P-Q-R-S-T-U-V-W-X-Y-Z                                       

'A Garota Dinamarquesa'




                                             
                     














'Pegando Fogo'

'As Sufragistas'


























'Star Wars -
O Despertar da Força'


'No Coração do Mar'






Crítica - O Abutre




    Entre os vinte filmes cotados na corrida ao Oscar 2015, o diretor Dan Gilroy nos prestigia pela sua criatividade no roteiro do filme “O Abutre”, estrelado por Jake Gyllenhaal incorporando o personagem de forma brilhante.     

    Na trama, Lou Bloom (Jake Gyllenhaal), vive de pequenos crimes como roubo de equipamentos para sobreviver. Mas ao se deparar com um acidente de transito vê novas possibilidades para o seu futuro: imitar aquele sujeito que ali consegue as melhores imagens.

  O cenário melancólico, onde a iluminação se torna quase escassa. A fotografia muito bem pensada – o filme todo se passa de noite. E as escolhas certas do diretor ao escolher cores tenebrosas favoreceram a notória atuação de Jake. Aquele sujeito sombrio, sem escrúpulos, olhar frio, sorriso falso e falas rápidas tem apenas um objetivo, vender seus vídeos e lucrar o máximo possível.      
                                
       A sua obsessão em gravar vídeos chocantes vai ganhando força no decorrer da trama após conhecer Nina (Rene Russo) fazendo com que ele consiga a melhor matéria para a sua emissora.  O público começa a se contemplar. A audiência sobe assim como a ambição de Lou, porém deixando de lado a moral.   
                                             
     O roteiro é sensacional mostrando não apenas a imoralidade como também os males da mídia, além de abrir possibilidades para vários finais. Afinal, o que vai acontecer com Lou? A escolha do final surpreende.      


 NOTA: 8,3